O amor, assim como o ódio, são sentimentos popularmente ligados ao coração. Apesar de ser uma bonita metáfora, todos sabem que os sentimentos em geral se originam no cérebro. Mas o que poucos imaginam é que tanto o amor romântico quanto o ódio nascem nas mesmas partes do cérebro humano.

Para chegar a essa conclusão, o neurobiólogo Semir Zeki analisou o comportamento cerebral de 17 adultos, com a ajuda de exames de ressonância magnética funcional (RMf). Enquanto as pessoas assistiam a imagens que eles admitiram odiar, Zeki notou que as áreas no giro frontal medial, putâmen direito, córtex pré-motor e ínsula medial foram ativadas. Como se não bastasse, o autor da pesquisa explicou que as áreas do putâmen e ínsula ativadas pelo ódio são as mesmas usadas pelo cérebro em demonstrações de amor romântico.

amor e ódio

(Fonte da imagem: Nina Matthews/Flickr)

Porém, nem todo mundo concorda com o estudo. Em entrevista para a Scientific American, o professor-associado de psicologia e neurociência da Duke University, Scott Huettel, afirmou ser “muito cedo” para afirmar que essas são as origens neurológicas do ódio.

Serão necessárias mais pesquisas, incluindo a análise do ódio a um grupo de pessoas e em contextos diferentes. Também há a necessidade de observar cérebros com partes danificadas ou que tenham causado mudanças nas tendências emocionais de alguém. Por enquanto, a única certeza é a de que, no dia a dia, esses sentimentos também nos confundem.

Fonte: Scientific American

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