Quem admira a racionalidade do detetive Sherlock Holmes, talvez nunca tenha pensado que o criador do personagem, Sir Arthur Conan Doyle, acreditava em diversas ideias e fenômenos sobrenaturais, chegando até mesmo a acreditar que duas garotinhas haviam fotografado fadas nas margens de um rio.

O caso, que ficou conhecido como Fadas de Conttingley, aconteceu em 1917, quando Elsie Wright e sua prima, Frances Griffiths, que tinham 16 e 9 anos, respectivamente, produziram as fotografias abaixo. Enquanto o pai das garotinhas descartou logo de início a possibilidade de as imagens serem verdadeiras, a mãe delas acreditou piamente nas filhas e compartilhou as fotos com a comunidade espiritualista da época.

Fotos de fadas que impressionaram Arthur Conan Doyle

(Fonte da imagem: Museum of Hoaxes)

Conan Doyle viu as imagens em 1920 e se encantou pelo o que ele acreditava ser o registro de um fenômeno psíquico. O autor chegou até mesmo a dar uma câmera para as meninas, que capturaram mais três imagens das fadas. As fotografias dividiram opiniões: parte das pessoas consideravam as imagens verdadeiras, enquanto outras alegavam que eram falsas.

(Fonte da imagem: Museum of Hoaxes)

(Fonte da imagem: Museum of Hoaxes)

Vale lembrar que durante boa parte do século 20, fotografias eram interpretadas como evidências científicas e muitos descartavam a possibilidade de que tanto câmeras quanto fotos podiam ser manipuladas.

A quinta imagem da série, acima, que as autoras dizem ser verdadeira (Fonte da imagem: Museum of Hoaxes)

A quinta imagem da série, acima, que as autoras dizem ser verdadeira (Fonte da imagem: Museum of Hoaxes)

As garotinhas cresceram e foi só na década de 80 que revelaram que as imagens não passaram de um truque, tendo sido produzidas com os recortes de um livro infantil. Porém, elas negam que a quinta fotografia da série (acima) tenha sido forjada. O que você acha? Essa fotografia de fada é verdadeira?

Fonte: Open Culture, Museum of Hoaxes