Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos recrutaram um tipo muito particular de soldados: artistas conhecidos pelos seus dons em interpretação e criatividade. A razão? Integrar uma tropa especial que hoje é conhecida como Exército Fantasma e cuja tarefa principal era enganar o os nazistas com uma espécie de “espetáculo” muito bem dirigido.

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Desenvolvendo tanques de guerra infláveis, aviões de borracha e trajes elaborados, esse batalhão também trabalhou na emissão de mensagens falsas por Código Morse e até mesmo espalhando alto-falantes com gravações do áudio de tanques pelas florestas da França. O Exército Fantasma era capaz de assustar os inimigos com fraudes muito bem construídas e posicionadas.

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Composto por 1,1 mil soldados, os membros desse batalhão fingiam ser integrantes de outras unidades reais, que haviam sido enviadas para a Guerra. Fazendo uso de todo o equipamento “cenográfico” que levaram para a batalha, eles criavam a ilusão de uma força militar enorme e onipresente. O plano foi posto em ação duas semanas depois do Dia D, na Normandia, e viajou bastante chegando até a França.

Como se não bastasse, boa parte desses soldados eram enviados para os cafés de Paris para espalharem boatos perto dos espiões que pudessem estar nesses locais. Alguns desses atores chegavam até mesmo a se vestir de generais e visitar cidades onde esses espiões inimigos estariam à espreita deles. Basicamente, o papel do Exército Fantasma era criar confusão e espalhar medo entre os inimigos.

O Exército Fantasma já se tornou assunto de livro e documentário, que podem ser encontrados em livrarias estrangeiras ou online. O trailer você assiste logo acima.

Fonte: The Atlantic

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