Os pelos faciais estão na moda: barba, bigode, cavanhaque e até suíças. Mas houve um período em que deixar a barba crescer não era apenas uma questão de estilo, mas de saúde. Na era vitoriana, período do reinado da rainha Vitória em meados do século XIX, no Reino Unido, os médicos chegavam a prescrever que seus pacientes tivessem barbas longas e cheias, como forma de afastar as doenças.

Deixar a barba crescer já foi recomendação médica

Os médicos daquela época acreditavam que uma barba densa capturaria as impurezas do ar antes de ser absorvidas pelo corpo, chegando a evitar, inclusive, a terrível dor de garganta. Por mais estranho que pareça, essas teorias fazem sentido se entendermos o contexto da época: a teoria microbiana das doenças estava começando a surgir e a Inglaterra passava por um período preocupante de poluição do ar, causada pela queima de carvão betuminoso. Assim, até faz sentido pensar na associação entre barba e filtro.

Hoje, porém, a concepção mudou: as barbas se tornaram mais um risco do que uma ferramenta de prevenção. Um artigo publicado no jornal Behavioral Ecology aponta que a barba pode ser um ambiente propício para a reprodução de ectoparasitas, além de acomodar restos de comida e bactérias. Mas como hoje estamos bem servidos de antibióticos e outros medicamentos, não há por que se preocupar tanto com aquele bigodón à la Belchior ou Leminski.

Fonte: Business Insider, Behavioral Ecology

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