Ao longo do dia, a água evapora dos rios, mares e outros locais da superfície terrestre, se acumulando nas nuvens. Porém, se lá em cima encontram uma temperatura abaixo de -80 ºC, essa água se torna gelo. Assim, o vapor da água se torna bem mais pesado do que a nuvem pode aguentar e cai, provocando a chuva de granizo.

Chuva de granizo em São Paulo

Granizo acumulado após a chuva em São Paulo (Fonte da imagem: Folha)

Mas uma curiosidade: apesar de exigir temperaturas muito baixas para se formarem, a chuva de granizo não ocorre nos polos da Terra. A razão disso é o fato de que os granizos se formam em um tipo específico de nuvem, a cumulonimbus, que só aparece nas regiões mais quentes e próximas à Linha do Equador.

Esse tipo de nuvem precisa de temperatura elevada e alto índice de umidade relativa do ar para se formar, algo raro de acontecer nos lugares mais frios do planeta. Apesar de muito raro, já foi registrado chuvas de granizo na Escandinávia, por exemplo. Mas nunca nos polos da Terra.

Normalmente, as pedras da chuva de granizo possuem de 0,5 a 5 centímetros de diâmetro, mas já houve notícia de granizos com 14 centímetros de diâmetro e 750 gramas, observado durante a década de 70, nos Estados Unidos.

Fonte: Nova Escola