Desafio: antes de começar a ler este texto, preste atenção em quantas vezes você vai bocejar daqui até o último parágrafo e poste o número nos comentários.

bocejo provavelmente é um dos comportamentos humanos mais esquisitos. Ele vem do nada, deixa você um pouco mais alerta e faz com que boa parte das pessoas à sua volta tenham vontade de fazer o mesmo. Mas qual é a real função desse curioso ato de alongar a mandíbula e inspirar uma grande quantidade de ar?

Johanna de Vries, da Universidade de Vrije, em Amsterdã, na Holanda, descobriu que até mesmo os fetos bocejam durante seus primeiros meses de vida no útero. Outros animais como gatos, cavalos e macacos também o fazem. A partir de fatos como esses, foi constatado que o bocejo é um dos comportamentos mais primitivos dos animais e que é uma ação completamente inconsciente e espontânea.

Bocejar é sinal de sono?

Por que bocejamos?

Fonte: Corbis

Embora o bocejo seja mais frequente quando estamos cansados ou entediados, não se pode afirmar que ele estabelece uma relação direta com o sono. O bocejo funciona como um sinal para que nossos corpos se mantenham alertas e acontece também em momentos em que iremos precisar de atenção extra. O neurocientista Robert Provine, chegou a observar bocejo em soldados que estavam em um avião, prestes a pular de paraquedas – e convenhamos, não há tédio algum nisso!

O bocejo pode ser descrito então como um estímulo para a alteração do estado psicológico, fornecendo mais atenção ao cérebro. Então, sempre que há mudanças no estado mental, seja do estar dormindo para o acordar ou do estar ansioso par ao estar calmo, o bocejo pode acontecer.

Bocejar é contagioso?

Já se perdeu nas contas de quantas vezes você já bocejou só de ver essas fotos e ler a palavra “bocejo“? Aqui já foram 7. Pois bem, se tem uma coisa que é contagiosa é o bocejo. Experimente fazer isso em uma sala de aula ou em um escritório. É provável que, em minutos, todas as pessoas do local já tenham acompanhado seu alerta. E isso provado também cientificamente! Em um experimento de Provine, um grupo de pessoas foi instruído a pensar em bocejos. Em 30 minutos, 88% delas já haviam bocejado. Mas por que isso acontece?

Por que bocejamos?

Fonte: Corbis

O bocejo que contagia também pode ser interpretado como sinal de empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Uma forma que os pesquisadores encontraram para comprovar isso foi testando o bocejo com crianças pequenas, com menos de 5 anos. Nessa idade, a capacidade da empatia ainda não está completamente desenvolvida e, batata!, elas são menos sucetíveis ao contágio do bocejo.

Outro fato curioso descoberto acerca disso é que a proximidade que temos com alguém determina a probabilidade de “pegarmos” o bocejo dessa pessoa. Sendo assim, se seu pai ou outro familiar bocejar, é mais provável que você “pegue” o bocejo do que se fosse um amigo ou conhecido.

Eu bocejo, tu bocejas, ele/ela boceja

Uma abordagem possível para a empatia do bocejo, que ainda está sendo estudada, é a teoria de que o bocejo é, na verdade, a mais primária forma de comunicação existente. Abrir a boca e inspirar o ar não seria apenas um mecanismo para tornar o corpo alerta, mas também para alertar os demais. Assim seriam compartilhadas as informações de fome, cansaço, ansiedade ou tédio. Muito antes das pinturas nas cavernas, o bocejo. Será?

E então, quantos bocejos você deu até agora? Compartilhe com a gente nos comentários!