Grosso modo, o vento são as moléculas do ar em movimento. Mas, para entender como o vento começa, é necessário reforçar alguns conceitos. O ar é feito de moléculas de nitrogênio (cerca de 78% do volume), oxigênio (21%), vapor de água (de 1% a 4% próximo à superfície da Terra) e outros elementos em quantidades bem menores. Toda vez que respiramos, o ar inalado possui esses mesmos componentes, com as devidas proporções. Para se ter uma ideia, uma polegada quadrada de ar ao nível do solo possui cerca de 1020 moléculas.

Todas essas moléculas se locomovem rapidamente, colidindo entre elas e com os elementos do solo. A quantidade de força que essas moléculas causam em determinada área é o que define a pressão do ar. No geral, quanto mais moléculas, maior a pressão.

Como o vento começa?

As mudanças na pressão fazem com que o ar flua rapidamente das regiões com maior pressão para aquelas com pressão mais baixa. Essa diferença de pressão atmosférica de uma região para outra, conhecida como Força de Gradiente de Pressão, é a responsável por gerar os ventos que sentimos diariamente.

Contudo, esse tipo de vento é provocado pela mudança de menos de 1% da pressão atmosférica total. As ventanias de tempestades e tornados são formadas por diferenças muito maiores. Um tornado F4 registrado em 2003, perto de Manchester, na Dakota do Sul, foi provocado por uma queda de 10% da pressão atmosférica dentro do raio do tornado.

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