A artista Rachel Sussman percorreu o mundo atrás dos organismos vivos mais antigos do mundo, fotografando-os e dando origem a um livro que mistura arte com ciência, lançado em abril deste ano. Abaixo, fizemos uma seleção dos espécimes mais intrigantes que compõem a obra. Confira:

Yaretea (Azorella compacta)

yaretea - 3 mil anos de idade

(Fonte da imagem: Rachel Sussman/Vimeo)

As yarateas, também conhecidas na Espanha como llareta, são plantas do Deserto do Atacama, no Peru, que crescem cerca de 1,5 centímetros por ano. Pode parecer pouco, mas elas têm crescido a essa taxa nos últimos 3 mil anos, criando uma espécie de tapete verde e espesso.

Pando ou Gigante Trêmulo (Populos tremuloides)

Pando – Gigante Trêmulo – Álamo-trêmulo

(Fonte da imagem: Rachel Sussman/Vimeo)

Essa família de árvores conhecida como Pando ou Gigante Trêmulo tem cerca de 80 mil anos de existência, embora nenhum indivíduo dela tenha essa idade. Compostas por uma espécie de árvore conhecida como álamo-trêmulo, a Pando é uma colônia clonal, ou seja, um grupo de indivíduos geneticamente idênticos originados vegetativamente de um único ancestral. Por isso, a Pando forma um único organismo vivo com um sistema enorme de raízes com idade suficiente para ter passado pelo último período glacial da Terra, que ocorreu entre 12 mil e 100 mil anos atrás.

Musgo antártico (Chorisodontium aciphyllum)

Musgo antártico voltou à vida depois de 1,5 mil anos congelado

(Fonte da imagem: Esme Roads/British Antarctic Survey)

Essa espécie de musgo ficou congelada por mais de 1,5 mil anos, voltando a crescer depois desse período de animação suspensa. E o crescimento é lento: poucos centímetros em alguns séculos.

Welwitschia (Welwitschia mirabilis)

Welwitschia - 2 mil anos em Angola

(Fonte da imagem: Rachel Sussman/Vimeo)

Essa planta rasteira e de caule lenhoso aparece no Deserto do Namibe, que vai da costa sul da Namíbia até a costa sudoeste de Angola. A welwitschia fotografada por Rachel Sussman possui 2 mil anos de existência.

Actinobactéria siberiana

actinobacteria-siberiana

(Fonte da imagem: Rachel Sussman/Vimeo)

O permafrost é um tipo de solo composto por terra, gelo e rochas encontrado na região do Ártico. É recoberto por uma camada de gelo e neve que chega a quase 300 metros de profundidade, reduzindo para 0,5 metro no verão. Esse ambiente abriga organismos incríveis, como essa actinobactéria, considerada como o organismo vivo mais velho do mundo: meio milhão de anos. No trabalho de Sussman, essa bactéria serve de alerta, visto que se nosso impacto no planeta acabar com o permafrost, estaremos destruindo o organismo vivo mais antigo que divide a casa conosco.

Floresta subterrânea

Floresta subterrânea de Pretória

(Fonte da imagem: Rachel Sussman/Vimeo)

A floresta subterrânea de Pretória, na África do Sul, possui cerca de 13 mil anos. Tudo o que é visível aos olhos humanos são as poucas folhas que saem para fora do solo, mas abaixo dele estão inúmeros galhos e raízes. Acredita-se que ela tenha se desenvolvido dessa forma para sobreviver a incêndios.

Grande picea

Grande picea da Suécia

(Fonte da imagem: Rachel Sussman/Vimeo)

Na montanha Fulufjället, na Suécia, fica essa picea (conífera também chamada de pícea, abeto ou espruce) de 9,5 mil anos de idade. A árvore sobreviveu em uma paisagem dominada por líquens, vales e florestas bastante densas e antigas.

Se você ficou curioso por saber mais sobre o projeto de Rachel ou pelas espécies que ela encontrou em suas expedições, saiba que parte das buscas dela foi apresentada em uma palestra no TED, apresentado logo acima. É só clicar em play e curtir um pouco da diversidade de vidas que habitam o nosso planeta há milênios.

Fonte: IFLScience

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