Ah, o cheiro de chuva! É um cheiro indescritível, gostoso e que avisa que, logo, gotas de água irão cair do céu. E sabe do que mais? Ele pode ser explicado pela ciência e garante uma previsão mais certeira do que qualquer aplicativo meteorológico.

Qualquer pessoa tem a capacidade olfativa para identificar, em média, 3 trilhões de cheiros diferentes. Boa parte dos cheiros fica armazenada na memória, sempre relacionada a alguma situação – pense no cheiro da casa da sua vó, no perfume da sua mãe ou no cheiro de pão quentinho na padaria. E com a chuva não é diferente. Seu cheiro característico pode ser explicado por três principais componentes:

Ozônio

O cheiro fresco de ozônio (O3) é o primeiro aroma que nos atenta para a chuva que está por vir. O ozônio vem principalmente de fertilizantes e poluentes, mas pode ser também que moléculas de nitrogênio e oxigênio se quebrem devido a correntes elétricas, permitindo que três átomos de oxigênio se unam. O nariz humano é tão poderoso que podemos identificar o ozônio em uma concentração tão baixa quanto 10 PPB (partes por bilhão).

Petrichor

cheiro-de-chuva-ozonio

Imagem: DPShots

Assim que a chuva cai, as gotas afetam algumas moléculas de matéria vegetal ou animal em decomposição que estão nas superfícies – asfalto, terra, pedras. Durante períodos de seca, essas moléculas se recombinam quimicamente com minerais. Dessa forma, essas moléculas que estavam em repouso são carregadas pelo ar, funcionando como mais um componente do cheiro da chuva.

Terra molhada

Até poetas já falaram disso, mas e tem como passar despercebido? O famoso cheiro de terra molhada, após a chuva, é basicamente o aroma de geosmin, um subproduto de bactérias ou algas, que fica evidente no ar após a água entrar em contato com a terra. Cientistas acreditam que seja graças ao geosmin, por exemplo, que camelos conseguem encontrar água no deserto.

Leave a Reply

Your email address will not be published.